sábado, 15 de dezembro de 2012

HOJE

HOJE (por alguém que não está)


Hoje escrevi sem ter para quem
um endereço sem destinatário,
lancei-me no vazio dos teus braços
e caí desamparado.
Hoje trocava as palavras por rosas vermelhas,
a razão por sentimentos
e a amargura no olhar
por uma réstea de esperança,
por um motivo para sonhar.
Hoje trocava a poesia
pelo prazer de uma companhia.

1 comentário:

  1. Miguel,
    Continuas inspirado e, acredita que ao longo da vida de cada um há sempre dias como "hoje".
    Gostei de voltar aqui.

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