sábado, 13 de fevereiro de 2010

NUMA PALAVRA SOLIDÃO

Por trás das palavras que não digo mas penso
sinto um grito amordaçado
feito de emoções contraditórias
como uma gravata apertada
cujo laço não consigo desapertar.
Balanço suspenso entre o certo e o errado
entre o dever e o querer, o desejo e a razão.
Em cada verso sou alegria
numa palavra solidão,
solto a cor e o pesar
na pena do infortúnio,
sou o amante imperfeito
um amor que não conjuga
uma sede insaciável que não extravasa,
um coração à deriva
a quem amar não basta
e sem amor não bate,

5 comentários:

  1. Numa palavra só...
    Belíssimo...
    ...
    Bjs dos Alpes,
    com votos de bom fim-de-semana.

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  2. Miguel, não consigo comentar este teu texto senão desta única forma:

    "Por detrás das palavras que não dizes, adivinho-as nas entrelinhas de cada uma que escreves.
    Sinto-as como tuas emoções.Escuto os gritos amordaçados e anseio por ajudar-te no alivio dos nós apertados com que te atas.
    Em cada verso teu, encontro a companhia, apreendo as cores da alegria e da emoção.
    Busco-te numa sede insaciável,
    do coração navegante, que busca o amor e que dá cor às palavras,recheadas de riqueza.
    O meu coração bate com o teu,na satisfação de te acompanhar,Amante de palavras sentidas,doces e perfeitas."

    Desculpa o abuso.Bom fim de semana.

    Beijo meu

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  3. FlorAlpina, obrigado pelas palavras sempre simpáticas.
    Carla, consegues adivinhar-me cada palavra, mesmo as que não digo.

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  4. consegui me indentificar com esse poema parece que foi a descrição de um dia sem emoções minhas...

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  5. Miguel.. para quem, a tudo a que se aplica, é com paixão, também tem hora para balançar entre amar não ser o suficiente, mas sem amar não funciona.
    Estou aqui a passar excelentes momentos.
    Kandandos

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