sábado, 16 de janeiro de 2010

SE EU PUDESSE...


Se eu fosse louco e não tão pouco...
se eu soubesse, se eu pudesse fazer...
faria do teu corpo uma festa minha
com surpresas, confeites e guloseimas,
um recreio de jogos e brincadeiras
com escorregas, baloiços
e sobe e desces de prazer;
Se eu fosse, s'eu soubesse, s'eu pudesse fazer...
fazia deste mundo ingrato, enorme
uma ilha pequenina, um jardim para o nosso amor,
onde pudéssemos ficar os dois, esquecidos do rancor
dessa gente, por demais dividida pelo ódio,
pela ambição, por uma moral arcaica, mortal,
por uma justiça já tão cega, sem vista;
Aqui, Alá, além, uma ilha, um pequeno paraíso
um novo Adão, uma nova e esplendorosa Eva, criar
como se o amor pudesse ser... Brincar,
viver como se não houvesse mal ou bem,
duas crenças, um só Deus e eu... por ti,
devoto de Maomé, profeta... em Belém.

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