segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

PORQUE NÃO EU?

Pode o amor rimar com dor
e o seu nome ao som de uma carícia?
Pode a vida perder o seu sabor
e o seu nome inspirar luxuria?
Foge ao meu contacto com cuidada destreza,
calo-lhe versos que não escrevo
digo-lhe palavras que não quero, invento;
perco o orgulho e nem lamento
de seus caprichos fazer-me humilde servo.
Com laivos de fingida indiferença
a todos diz que não, com esse jeito
muito próprio de quem não quer querendo,
promete mais do que o coração, negando
sempre o tesouro mais querido, mais precioso.
Porque não eu?, em vez d'outro ser eu e apenas eu
à frente de um beijo teu,
porque não eu?, nessa aventura - quase louca
de ter a minha na tua boca?

1 comentário:

  1. com um pedido desses, só se ela for louca é que não prende, a sua, à tua boca.

    Beijo

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