sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

PALHAÇO QUE CHORA

O que seria da minha vida sem ti
amor que foste o primeiro?
Que é que eu fui na tua vida?, nem te lembras!
Um homem qualquer com medo de uma mulher,
um poeta quedo e mudo, um palhaço que chora.
Primeiro amor, só desejo, pobre boca nem um beijo;
desde o Eden somos anjos e poetas,
homens e mulheres, palhaços e prostitutas;
leva-as o vento, amores mais que um
nas asas dum vento perdido na memória,
triste história aquela que escreveste,
dos meus sonhos que nunca leste,
da dor que ainda cá dentro mora,
mas o palhaço que nunca riu
também agora... já não chora.

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