terça-feira, 12 de janeiro de 2010

NOITES VAZIAS

Toma o meu corpo, possui-o!
Toma esta carne sem freio,
todo este calor, esta ânsia, esta febre!
Se és tu, qualquer uma, tanto faz!
Toma-o na longa eternidade
das minhas noites vazias,
recebe as fraquezas do meu ser
na força bruta do teu querer!
Toma a razão sem razão
e todavia razão, dos meus impuros devaneios,
toma a demência dos meus poemas
e a indecência dessa castidade atroz!
Violenta-me a inocência,
saboreia da mente a perversidade,
toma o meu corpo faminto, quiçá sedento,
de vida vivida, dum beijo mesmo beijo,
do aconchego dum abraço
do estertor dum orgasmo.

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