segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

MAIS UM

Mais um sonho condenado ao fracasso
mais um pseudo-romance
mais um ror de poemas trágicos
qu'a ninguém pouco interessam,
mais uma queda no abismo
mais uma esperança nascíturna
na auto-comiseração que me consome,
mais um delírio inconsequente
uma paixão insane, um amor complicado,
mais um fruto proibido
um passo em frente rumo ao precipício
da irracionabilidade dos meus sentidos.
Quanto tempo durará?
quanto tempo irei penar?
quantos poemas de amor adverso irei escrever?
Cada sorriso uma porta aberta
rosto após rosto, uma palavra,
por uma palavra me perco.
Perco a razão e o decoro
no labirinto sem saída dum desígnio inevitável,
a eternidade não-compartilhada dos sentimentos,
um coração insuflado pelas costuras
numa espiral de paixões arrebatadoras,
à procura de um porto, cais de abrigo
de um corpo perambulando sem destino.

2 comentários:

  1. ...olha não sei que te diga...é como me sinto, tal e qual...num labirinto sem saída.

    Haja uma luz ao fundo do túnel para me guiar os passos, porque estou cega e cansada...terrivelmente cansada.
    Aqui encontro o eco aos meus pensamentos, que tu tão bem descreves.Obrigada por partilhares o teu dom.

    Beijo

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  2. Enquanto as minhas palavras poderem servir para alguma coisa escreverei, nem que seja para suavizar esse cansaço, iluminar a saída desses labirintos que construímos dentro de nós. Força, amiga.

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