sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

LEVA-ME A VER O MAR

Podíamos gastar horas e horas
inimagináveis, incomensuráveis,
construindo castelos, inventando histórias,
fazendo poesia, falando sem palavras
de desejos e segredos amordaçados.
Vem, leva-me a ver o mar, mostra-me
os peixes e os corais, a flora
e a fauna desses oceanos intemporais,
odisseias de Adamastores e Infantes,
d'encantamentos e trágicos amantes.
Mostra-me o sonho de uma nação,
recorda-me histórias qu'eu não esqueci,
aviva-me as feridas da memória,
dum porvir que se perdeu,
duma flor que não vingou, morreu,
da tristeza que me invade
de cada vez que vais embora
e do que fica: saudade
e uma imensa amizade.

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