quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

JANEIRO a JULHO DE 95

IN EGO

Há em In Ego uma mudança nas directrizes da minha escrita, um cortar de amarras com o passado de um idealismo quase inconsciente a uma realidade cada vez mais interiorizada no consciente, voltada menos para as relações passionais dramáticas e mais para um exterior envolvente questionando a natureza e a acção do Homem como elemento transformador. Simultâneamente há uma maior introspecção, indo ao encontro de uma entidade suprema nunca confessada, nunca aceite, mas sempre presente. Novamente presente embora de uma forma não muito explicita é a paixão. Correspondida ou não, não concebo a vida sem uma paixão, efémera ou não. O amor, o desejo, o que lhe quiserem chamar, enche-me de sonhos, reaviva-me a esperança. Orson Welles disse um dia: "Se não fossem as mulheres, o homem ainda estava de cócoras, numa caverna a comer carne crua. Nós só construímos a civilização para impressionar as nossas namoradas." A Odete foi uma amiga importante durante esta fase da minha vida, início de 95. Ela não foi minha namorada. Apenas alguém que me apanhou de passagem no meu quotidiano profissional. As suas conversas e a maneira simples mas realista de ver a vida ajudaram-me imenso, tornaram-me mais responsável, mais maduro, embora conservando sempre uma dose de loucura que eu considero imprescindível. Ela deu-me novas asas para sonhar, traçou novos rumos rumo ao arco-íris.

dedicado à rapariga de Malta.

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