terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ABRIL a 19 DE SETEMBRO DE 2002

ESSA PALAVRA CALADA QUE NOS MATA

Para P. pelas férias

"Sete anos volvidos após Com Laivos de Requintada Petulância surge um novo livro de originais, sete anos de palavras que ficaram por dizer e algumas por escrever, de revoluções planeadas mas nunca levadas a cabo, sete anos de paixões, que sem elas não sei viver, de arrependimentos, dia a dia, por tudo aquilo que não fiz, por tudo o que não disse. Foi uma dura travessia dum deserto d'ideias, uma longa cruzada contra uma lógica de descrença no engenho da palavra escrita, interregno esse, aproveitado para 'beber' de novas influências que condicionaram qb a temática, mas principalmente a forma de uma escrita actual, renovada e provocadora. A passos lentos mas seguros e firmes, persegui uma linguagem por vezes dura e quase vulgar, intímista, sem descurar, contudo, alguma eloquência das palavras, na concepção de cada verso, num contexto que não foge muito às linhas de orientação seguidas até aqui. A novidade maior incide sobretudo na forma atípica de como são apresentados alguns dos poemas num registo de prosa poética, avessos às regras duma poesia estética que por vezes perde a sua pureza de tão trabalhada. Eu simplesmente soltei as amarras, deixei correr as palavras que se estenderam livremente pelo papel como potros selvagens numa pradaria verdejante.
Sim, do alto da soberba do meu orgulho eu sei que venci, ainda sei escrever. Este livro, esta vitória (...) de pouco ou nada valerá, todavia, se continuar a deixar-me matar por palavras que diariamente morrem prematuras, castradas na flor dos seus intentos como poemas inacabados sem terem quem os leia." O amor em geral e as mulheres em particular despertam em mim sentimentos contraditórios e que me deixam impotente, de uma forma virtual. O que é verdadeiramente o amor? Necessidade de termos alguém ao nosso lado? Medo de ficarmos sós?

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