segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ESCREVO, LOGO EXISTO


Escrevo, será que existo?
Ocupo um espaço
causo transtorno,
hoje nada faço
ontem pouco fiz,
sou o zero à esquerda
parasita, caso sério
terra que nada produz
vácuo, pedra, vegetal.
Sei que nada sou, mas existo
e porque penso, será que existo?,
se pouco falo, que será isto?
Sobre o que penso exagero
do que não falo no papel confesso,
letras, suor que transpiro
palavra, lágrimas de tinta
que tiro dentro de mim.
Existo, será que existo?
Se pouco faço, muito escrevo
e se escrevo, logo existo.

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