segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

EM SONHOS

Quando me envolvo em sombras de plenilúnio
buscando em Lucina musa que me traga por si cativo
orgias de odes e estrofes trazem-me
de ti Sebastiânica lembrança,
como magia dum devasso Aladim.
Recordo-me então da melânica e lauta crina
espessa, erguida aos céus, triunfante
como desafiando a própria vida;
os olhos côr de azeviche dum alvor intenso
que trocam com os meus
(em sonhos) lúbricas carícias;
invoco uma boca de traços finos lascívos
onde níveos dentes prometem
(ainda em sonhos) lúdicos prazeres.
E os seios que com deleite os vi,
cheios de promessas
duas pétalas rosadas
coroando um par de generosas taças do mais doce néctar
trémulas, regurgitantes de vida.
O resto sonho, porque não sei,
sonho um corpo langue e terso, ávido
descobrindo-se a perscrutantes mãos
que se esparzem quais tentáculos
avivando igneas sensações
que excelem promessas que, por veladas
soam obscenas como sonhos proibidos,
sonhos onde saciei a minha sede mais pura
na seiva dessa flor de casta donzela
desabrochando ao toque de uma língua ágil,
desbravando, pela virilidade dos meus intentos
essa floresta de mata cerrada virgem
em míriades de palavras mudas, dessas
que fazem reais etéreos sonhos.

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