segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

É SÓ POR TI QUE EU ESCREVO


É só por ti que eu escrevo
como outrora outros cantaram
por outras que não tu,
e que embora de fama formosas
não eram certamente mais belas.
É por ti cada sílaba, cada mísera palavra
que com esmerado apreço te dedico,
apesar de modestas, envergonhadas
elas são tudo aquilo que eu
sei fazer e te posso dar.
D'outros temas e gentes por quem escrevi
perderam-se já na bruma da memória
como cantiga de ninar, uma história
que na lembrança dos homens se esvai.
Vai, palavra, vai! E não digas por quem vais,
que a razão me impede de proclamar minha
a vã glória dos versos que eu faço
dos poemas que já só por ti eu escrevo.

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