terça-feira, 5 de janeiro de 2010

DUAS VIDAS

(fotografia de Filipe Pereira)

Seremos sempre dois
duas vidas separadas
dois destinos sem sentido
dois sentidos, sonhos ilegítimos.
Um mais um igual a dois
e como pode um par viver tão só,
dois caminhos sem união
paralelos sem um toque
dia e noite, lua e sol
nossas vidas tão distantes
e tu em mim sempre presente.

2 comentários:

  1. Como me identifico com este teu texto...está sublime.
    Há um poema lindo de Neruda que me fizes-te lembrar,tomo a liberdade de to deixar aqui:
    "Dois...
    Apenas dois.
    Dois seres...
    Dois objetos patéticos.
    Cursos paralelos
    Frente a frente...
    ...Sempre...
    ...A se olharem...
    Pensar talvez:
    “Paralelos que se encontram no infinito...”
    No entanto sós por enquanto.
    Eternamente dois apenas".

    Beijo meu

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  2. Neruda, sempre um prazer.

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