quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

DERRADEIRO SUSPIRO


Espera, aguenta o momento
o último instante, um segundo
para o derradeiro suspiro.
Quero pôr enfim ponto final
nesta história que escrevi.
Não há abutres rondando a cova
na cobiça do meu legado,
o que ficam são palavras
sob a forma de poemas
histórias de uma vida
de verdades e mentiras.
É um mentiroso um criminoso?
E um sonhador? É um mentiroso?
Penei eu por tal delito,
realizado em sonhos de mentira
vivi à margem da minha vida.
Nada mais deixo, nada mais fiz,
um parasita social, um demagogo irracional...
Não me dêem raciocínios
a razão da lógica, a virtude da ética.
Desabafa o silêncio sepulcral
no manto da noite mais escura
no mais frio dos leitos, solto
o derradeiro dos suspiros.
Morte, aconchega-me o lençol!
Abraça-me e mitiga a minha dor.

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