domingo, 10 de janeiro de 2010

AGOSTO DE 95

COM LAIVOS DE REQUINTADA PETULÂNCIA

"... dos poemas que já só por ti eu escrevo"

A inspiração sobrevive na inconstância das paixões e consequentes desilusões vividas e revividas a esmo, linhas e linhas de uma dor amordaçada que se traduzem neste sexto livro de poemas.
"Quando às vezes me sinto só, escrevo apenas por escrever, sem procurar naquilo que eu faço um fim, um objectivo que não seja o preenchimento de um tempo absurdo. Nestas alturas escrevo estes pensamentos a que não ouso chamar de poesia. A minha escrita não obedece a regras, os meus versos não têm rima, são meio-prosa, meio-poesia e acabam por não ser nada. São talvez o retrato de um mundo imaginário, muito meu, em que tudo gira à minha volta, numa perspectiva egocêntrica e petulante. Fora isso, não são nada. Deito-os simplesmente da cabeça para fora à espera que alguém os leia, no preenchimento doutro qualquer tempo absurdo."

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