segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ALMA-MATER


O mar
numa agonia constante
rasga um peito aberto
dilacera minh'alma fémea
delicada, perversa e inconstante.
O mar
à minha porta em dolentes vagas
inspira-me a mais que isto,
mais que palavras vãs,
sentimentos que me animam,
amarras que se libertam
e sofro
por não ser fúria de temporal
força, carácter, semente, vida
dor de não ser mar,
serei amargo
e do mar
serei sal.

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