domingo, 24 de janeiro de 2010

AGOSTO DE 2003 a 12 OUTUBRO DE 2004

SENTIDO PROIBIDO

Esses difíceis amores...
Carta a uma sombra sem corpo, imagem sem face
musa e anjo dos meus escritos e poemas

Nu, eis como me sinto - apesar de vestido, mesmo que sumariamente -, antevendo com deleite um pressuposto sorriso piedoso, quiçá trocista, que se antes me agastava agora quase me diverte de tão prevista te tornaste, e tu sabes, que o pior que pode acontecer a uma mulher é perder a capacidade de surpreender, esse fascínio que antes tinhas e que eu desprezava e agora perdeste e já lhe sinto a falta. É aliás improvável que esta carta de amor chegue um dia ao seu destino, causa e consequência de tantas linhas gratuitas, dias transviados e noites mal dormidas, já que nem as minhas prosas e poesias conseguiram amolecer esse coração empedernido e fazer-te achegar um pouco que fosse deste remanescente Dom Quixote caído há muito em desgraça por uma indiferente Dulcineia de quinta categoria. Mas valha a verdade, nada disto que agora escrevo faria sentido se não considerasse a mais ínfima e remota das possibilidades de esta missiva chegar às tuas mãos, que não ao coração. E se é um sonho, quem melhor do que um poeta para dar asas a mais um sonho? Pensas: "Lá vem ele com a mesma lenga-lenga de sempre, com o chorrilho já gasto de tão repetitivo de amores não correspondidos e de palavrões baratos a que teima chamar de poesia. Não passa de um pervertido!". Não vou mais mentir - omitir talvez, proferir meias verdades -, mas mentir, não. Não vou mais dizer que já pouco me importam os teus pareceres sem conhecimento de causa sobre quase tudo o que eu faça ou diga, mas a verdade é que são também escassas as minhas ilusões sobre aqueles que como tu me cercam, invariavelmente mais preocupados com o próprio umbigo do que com os meus sentimentos ou necessidades. Não me alimenta mais o desejo vão de te agradar, de inflamar esse ego que em troca retribui desprezando e ignorando todos aqueles que, como eu, um dia pensaram dar a vida por um sopro de paixão. Alguma vez tentaste perceber porque insistia tantas vezes em animar-te, fazer-te sorrir, quando só me apetecia chorar? Se soubesses como um simples sorriso teu seria só por si capaz de iluminar o breu cerrado dos meus dias de então!... Mas não!, quem quer saber deste inconsequente pedaço de matéria e espírito esquecido p'los Homens, descrente de Deus? Para ti sou pouco mais que invisível, aquele que mesmo sem o veres sabes que vai estar sempre lá, sem queixas, para o que for preciso, ansiosamente à tua espera, como um cachorro saltando e latindo de contente, mesmo que leve pontapés atrás de pontapés.
Aqui onde estou, o cu acabado de sentar, a barriga prenha de uma inenarrável e incompreensível ansiedade só comparável à das grandes noites de estreia: o primeiro dia de aulas, de trabalho, a primeira namorada, o primeiro beijo, a primeira vez, a primeira mentira... ou àqueles dias de testes que sem saber porquê, volta não volta, resgatamos a um passado longínquo, tantas vezes nos deram eles voltas ao estômago. Aqui onde estou ergo uma vez mais as mãos desajeitadas - cansadas de uma peleja vã -, os dedos grandes indecisos e imprecisos, rudes, martirizam já não a velha azert, companheira e confidente de tantos planos e frustrações, mas o teclado do meu PC, também ele conhecendo já os meus dedos de cor. Pobre e velha azert, resistindo anos a fio, estoicamente à violência amoral das minhas palavras escritas, como às longas ausências e maus-tratos às quais era frequentemente devotada, vá-se lá saber porquê. Porque acabamos sempre por perdoar e arranjar desculpas para aqueles que nos tratam tão mal? As novas tecnologias remeteram-na à condição de obsoleta, colaram-lhe o rótulo de ultrapassada, logo a ela que de tão cúmplice tantas vezes encheu sozinha os espaços que a escassez de inspiração tantas vezes teimava em deixar em branco. Hoje mal nos vemos, pouco nos damos ou contamos e onde antes havia uma confiança cega, amontoam-se agora fiapos de poeira que não chegam para disfarçar as primeiras rugas de ferrugem. Como ela, tento fintar o tempo que passou e não me viu, tento resgatar um sonho que nunca ganhou voz, tento agarrar a esperança perdida nos escombros escusos da adversidade. Palavras, nada mais, que se desvanecem esbatidas pela falta de empenho. Essas mesmas palavras que, não parecendo a quem as lê, já não vêm quando as convoco, escapam-se-me, como areia fina entre os meandros obscuros de uma memória torpe e desaparecem à primeira onda agreste de um Inverno imaginário, deixando atrás de si um vago mas indelével rasto de dor. Por tudo isso e muito mais, este livro é provavelmente o último que escrevo, cada folha um pedaço do meu corpo despido, extremamente enrubescido pelo insólito destes trinta e vários anos de expectativas e frustrações que carrego nas costas e na consciência como um fardo demasiado pesado para continuar sem partilhá-lo. A solidão, este vazio entupido de palavras que me sufocam é a minha cruz, esta ausência de uma vida própria, de um ser e estar social, de amor e de sexo. Ninguém pode gostar de estar só. Ninguém deve estar só. Este é o meu suicídio literário, quem sabe até emocional.
Este é o meu sorriso forçado de escárnio, onde no limiar do cadafalso da minha intimidade e, do alto da minha tão proclamada cobardia descubro a minha Humanidade em cada uma das minhas fraquezas, em cada um dos meus inúmeros medos e pecados. Na hora da derrota percebo, sem qualquer manifestação de regozijo, a mais amarga e retumbante das minhas vitórias.
Aqui onde me sento sinto a pressa de um final tão pungente como necessário, o dealbar de uma relação estupidamente absorvente que me manteve vivo de uma vida fingida, defunto sem certidão de óbito. Talvez as palavras tenham sido uma forma de suprir a vontade de me fazer notado, de ser amado e respeitado, uma defesa inconsciente ou não, uma forma cobarde de fugir do compromisso com a realidade, da incapacidade de me envolver emocionalmente, de me defender de um "não" que nunca ouvi, por nunca ter arriscado. Sim, confesso, sou dependente de amor, de esperança, de palavras etéreas e sonhos palpáveis na irreverente virtualidade dos meus sentimentos pautados pela inconstância. Só as paixões me desarmam e manipulam, trazem-me como embriagado, subserviente, um viciado sem vontade própria, uma marioneta vulneravelmente exposta aos caprichos de um qualquer diabo travestido de anjo.
Peça a peça as letras vão formando um amontoado de roupa suja junto de um corpo imundo. Fede, da promiscuidade podre em que os meus sentimentos se envolvem como porcos no chiqueiro. É assim a minha escrita nesta fase que pretendo tão efémera quanto possível, demasiado directa, sem grandes condicionalismos nem pretensões. E no entanto teria sido certamente mais fácil deixar passar em brancas folhas a urgência descritiva dos meus sentimentos menos dignificantes, em vez de divagar no strip emocional destes sentidos proibidos, mas esse era um caminho que eu conheço já de cor, de outras lutas que ficaram por ganhar à falta de serem travadas, palavras que ficaram tantas vezes na candura inibidora do papel à espera de voz qual Dom Sebastião irrompendo triunfante do mais denso dos nevoeiros, aquele, por nós criado, que nos castra os horizontes e o anseio de ir mais além do que o caminho à priori por nós traçado e antecipadamente destinado. Não acredito em destino. Revejo-me hoje como ontem no teor das minhas primeiras letras, nas ideias e nos sonhos, na inocência, como se a vida me tivesse apanhado parado. Leio-me ainda agora traços de uma ingenuidade anormal e inadmissível, menos explícita talvez, dissimulada por trás de uma amoralidade falaciosamente provocante e gratuita. Porém, seria na minha modesta opinião um erro encarar Sentido Proibido de forma leviana só porque segue um caminho distinto. São as diferenças que nos distinguem e nos unem como pólos que se atraem e que nos ajudam a marcar a nossa posição dentro da sociedade. Tenho receio de não ser aceite. Não por ti, já não por ti, mas por essa mesma sociedade, por todos aqueles a quem ainda não defraudei. Tenho medo de acabar sozinho, de não ter ninguém para me abraçar, para me acompanhar nos altos e baixos que o porvir ainda me reserva.
Não sinto particular orgulho no que fiz no passado em geral, tão pouco nestas linhas em que hoje disperso as minhas divagações, apenas o habitual prazer quase sadomasoquista de amar e de escrever para quem se ama - esses difíceis amores - uma carta de amor, a dor feita poema, flor já murcha mesmo antes de nascer. Este livro não deverá apanhar de surpresa todos quantos, com maior ou menor interesse têm acompanhado o meu percurso inconstante, já que este trabalho é afinal o clímax há muito adivinhado, o esperma literário de uma saturação mental, pessoal e moral, de anos e anos de uma rotina stressante e de expectativas vetustas. Diz-me a razão que devo medir as palavras com mais cuidado, sem aquela fúria desmedida que tem tudo aquilo que fazemos quando não pensamos nas consequências. Cuidado com a censura, essa velha aliada dos incompetentes, sempre na ponta da língua daqueles que no dia a dia praguejam em qualidade e quantidade muito mais do que eu neste palavreado mudo que poucos lêem. Que se foda a censura!
Envergonho-me, não escondo, por muito daquilo que ficou por fazer, por muito do que fiz, por não ter sabido ser feliz e até por ter gostado de ti. Não devia ter gostado de ti, não dessa forma, não com essa exuberância que chegava a dor de não correspondida, de tão injustificada. Porque teimamos em correr sempre atrás do que não devemos, do que a bem da verdade nem sequer precisamos? Porque insisto em desgastar-me baldamente enfrentando moinhos de vento que só eu invento? Sentido Proibido é tudo isso: é o aviso que ninguém respeita, o primeiro dos pecados, aquele, que matou o gato, a vontade inata de transgredir e desafiar, de marcar uma posição; é o primeiro charro, a playboy escondida debaixo da almofada, a virgindade perdida num vão de escada, a maçã roubada sem que houvesse fome. Sentido Proibido é o complexo desse tal de Édipo, da atracção da filha pelo pai e do filho pela mãe, é o incesto, a traição somente pela traição, é a nota emprestada da carteira dos pais, a mentira inocente, o primeiro beijo de língua, a masturbação, o ménage à trois, o buraco da fechadura da porta do quarto da nossa irmã. Há pessoas que vão ao futebol gritar com os árbitros para se libertarem da pressão do dia a dia, de tudo o que fica diariamente por dizer e que não dizemos. Há quem bata na mulher e nos filhos... Eu extravaso os meus sentidos com palavras de raiva, provocando, usando e abusando de palavras mais ou menos invulgares. Com essas, que visam enganar os mais incautos, fazendo-me notar pela singularidade, abri as portas de par em par à minha Caixa de Pandora, mergulhando fundo, bem fundo por mares nunca dantes por mim navegados, enfrentando monstros até então desconhecidos como a vaidade, o desejo mais intenso e até perverso de ousar e chegar cada vez mais longe, de aparecer, a afronta gratuita e vulgar que em nada me dignifica, antes pelo contrário. Feri susceptibilidades, provoquei a discussão, invoquei a implacável ira dos deuses, queimei-me nas chamas da Inquisição. A indiferença dos outros, embora possa ser por demais cruel não justifica tantos erros, assim como um pretenso amor não justifica que hipotequemos a nossa própria honra em prol dos favores e da atenção da pessoa por nós desejada. Mas quem sabe seja o que for dos meandros incongruentes e inconfessáveis da paixão? Eu amei a escrita, na ausência de uma mulher a quem pudesse devotar toda a minha paixão e veneração. E odiei-a com a mesma ou maior intensidade, cada ano a ela dedicado, enquanto a juventude me fugia do corpo como a cor aos cabelos. Amei-a apesar de nunca ter sequer aprendido a escrevinhar mais do que uma singela meia dúzia ou mais de palavras difíceis mas que ficam sempre bem no branco descolorido do papel, como uma vida nua e vazia que eu ansiava preencher. Amei-as, às palavras e às mulheres.
Vivo... ou sobrevivo, de migalhas, fiapos de atenção e caprichosa piedade, na esperança improvável de um desejo em que não me revejo, de um estímulo, entre o tudo e o nada mendigando nas sobras de outros corpos um beijo na boca, um abraço mais terno e apertado, dez minutos redentores de sexo ao desbarato, sem compromisso, com ou sem apreço, com ou sem preço, sem pejo nem amor-próprio. E o que é o orgulho para quem tem fome? Alguém me disse um dia que o orgulho é "o complemento da ignorância". A ausência afectiva e efectiva das coisas que não sabendo quero, tomou em mim as proporções gigantescas de uma enorme bola de neve, trazendo-me dia a dia mais obcecado pelos jogos de sedução e pelos profanos prazeres da carne, refém de uma sexualidade emergente no cárcere de um sentir recalcado, onde a fé se perdeu às mãos de um Judas sem moral. Hoje eu quero rir, quero chorar, quero sentir o bater do coração, cair e levantar-me, lutar, perder mas também ganhar. Para saciar o meu espírito, como outros o estômago, vendo o meu orgulho por pouco, muito pouco, ciente de que há prostitutas mais sérias e mais dignas do que este que te escreve. Não faço, nem pretendo fazer deste livro, destes comentários tão extensos a apologia do meu vernáculo injustificável, porque nada justifica o meu desejo insaciável, nem mesmo a razão insensata de te querer, que de tão intensa temi... poder vir a magoar-te. Tudo menos isso, apesar da alma esvaída das pedras que sem saberes me atiraste. Todavia sinto que hoje a solidão ganhou um peso insustentável, ameaçando abrir profundas e irreparáveis brechas na estrutura delicadamente frágil da minha alegada insanidade. Não sei se alguma vez chegaste a aperceber-te do que é a solidão, da falta que faz ter com quem falar, de quem nos oiça rir ou chorar. A ti nunca faltou quem quisesse seguir-te, dia e noite. Noite, é aí que bate com mais força a falta de um Nós que eu não soube cativar, levando-me a perguntar, se como eu também tu, às escuras, sob o relevo dissimulado dos lençóis te sentes só. Será que as palavras têm sentimentos ou mesmo sexo? Fazem-me falta os supostos prazeres da carne, desses esquemas que tu conheces de cor, o convívio nem sempre pacífico, a harmonia dissonante de uma vida a meias, o ciúme e o desabafo que não de monólogos estéreis e inconsequentes. Faz-me falta a assiduidade exasperante da tua presença, o toque desconhecido mas tão apetecido das tuas mãos e da tua boca forasteira na minha pele incauta e virgem. Fazes-me falta como um fio de prumo, como um farol, bálsamo para a minha enfermidade, como uma febre devastadora em que me quero consumir. Com este livro fujo do que sinto, dos sentidos proibidos que o meu rumo tomou. Sentido Proibido que é a antítese da poesia em si, o lado lunar daquilo que pareço, a pedrada no charco da minha alegada moralidade, o jacto prematuro de um virtuosismo duvidoso e prepotente, o prazer de ser quem sou... ao lado de quem eu quero, sem odes nem estrofes pelo meio. E querer-te é, sempre foi, o maior dos meus pecados. Mais do que certo convicto de nunca vir a usufruir da sorte ou do azar dos teus atributos, da duvidosa benquerença de uma entrega incondicional escolhi-te, egoísta, para musa das minhas derradeiras loas, sublimando-te em exercícios lúdicos de um sadomasoquismo exacerbado e demente, prisioneiro de uma realidade virtual e fortuita onde por vezes me contemplas com os teus pensamentos e com o resto. Não te amo certamente. Não sei se um dia quis amar-te, como não sei se porventura o amor existe, tal como o concebemos dos livros e da televisão. Logo eu, que desde há muito faço desse sentimento religião e fé, fundamento de toda a minha escrita e sentido primeiro da nossa existência. Não sei se o amor será essa coisa boa por que valha a pena matarmos e morrermos, se tanto nos fere, nos maltrata. Não sei... sei de tão pouco que chego até a duvidar da maior parte daquilo que sei. Sei que te quero ainda, isso sei, que a minha carne grita pela tua, num querer bem maior que o simples bem-querer, inventando histórias inverosímeis, obcecado por palavras e actos apaixonados, ternos e carentes, selvagens e loucos, devoto que sou de uma crença perdida nos caminhos esquecidos da tua soberba. Se te magoam as minhas palavras escritas ou faladas, os meus olhares oblíquos e perscrutantes invadindo a tua privacidade, os teus esconderijos e tesouros mais omissos, desculpa-me, dá-me a tua raiva!, nunca o teu silêncio. Mata de uma vez as ervas daninhas que insistem em crescer em redor do meu coração, dá-me espaço, deixa-me amar quem possa amar-me, escrever para quem me queira ler, viver para quem não queira apenas morrer enterrada nas memórias de um passado erróneo. Perdoa se puderes a ferocidade latente de um querer indómito, filha da carência, da falta de tempo, do desespero e do apelo sempre apetecido do fruto proibido. Sobrevivo sufocado por um desejo que não flui, a alma enegrecida por uma chama que teima em não queimar, fenecendo pouco a pouco condenado que estou ao insucesso das minhas paixões como rosas que murcham ao toque de um Midas perverso. Toda a minha vida foi um ror de desejos interditos, de amores clandestinos, impossíveis, proibidos ou amorais. Sonhei bem mais do que vivi, escrevi - tanto que escrevi -, sem nunca ter conseguido a mais bela das poesias, a que nunca ninguém escreveu.
Sinto que caminho a passos largos para o final da minha prosa, destes sentidos proibidos tantas vezes obscenos, de uma prosa poética, inestética, intimista e irreflectida, o filho bastardo de uma relação conturbada, do renascer de uma ténue esperança tão ingénua como frágil, que entretanto se esfumou; resultado indesejável de uma escrita atípica, a apologia assustadora de um pecado consciente, o direito de cair embriagado de um prazer indecente, o Deve e o Haver entre o certo e o errado do que fazemos e do que fica por fazer. Sinto que com isto saldo as minhas contas não com quem lê, mas com aquele que escreve. Chego aqui ainda com a incómoda sensação de uma nudez apenas parcial, de promessas que ficaram por cumprir adiadas, mais do que isso, com a frustração por aquilo que não escrevi, por todas as palavras mais ou menos bem delineadas e enleantes que imaginei e não soube transmitir-vos, por cada três/quatro linhas a que não consegui dar continuidade, por não ter sido leal para com os poucos que me acompanharam ao não ter chegado onde queria e sinto que podia. Sei que este livro não vai trazer-te mais perto, mas a poesia nunca me ajudou da forma que esperava. As mulheres não gostam de poetas nem de palavras enleantes e delicadas, dessas que um dia escrevi e hoje não escrevo mais.

Já não danço mais.
sem teus braços...
sou incapaz!

1 comentário:

  1. Parabéns pelo blog voltado para cultura. Leia minha poesia: CANTO AO CEARÁ, selecionada para coletânea do XII Prêmio Ideal Clube de Literatura. Obra lançada no dia 21 de janeiro de 2010. Leia, comente e divulgue. Veja também meu documentário, penúltima matéria do blog: Padim Ciço, Santo ou Coronel? Meu blog: www.valdecyalves.blogspot.com

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