sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

PALAVRAS MUDAS

O amor surgiu, fugaz
Minha vida mudou, por ti
Teu cheiro, teu jeito
sugestiona palavras de amor entoadas na brisa calma
de uma manhã primaveril.
Sonho = felicidade,
medo de acordar.
Duas mãos esmagam
um amor sem correspondência
sem mera declaração.
Meus lábios dos teus estão ávidos,
lábios
donde não saem mais que palavras mudas
perdidas num tempo já esquecido
envoltas num véu de cobardia.
Ilusão, sonho impossível, demagogia
amor, desejo, entrega, triste sonhador
eterno e dedicado vigilante
à escuta, mudo, perdedor:
adeus noção da felicidade
riso expontâneo, capacidade de chorar
alegria de viver
onde estão?
Que faço, porque escrevo e me torturo?
O mártir? O louco? E porque não?
Sonho e desilusão, amor e ciúme,
meu fado é negro e a morte...
a morte é psicológica, lenta e cobarde.
Vejo-te e esqueço... o passado.
O passado? Já lá vai.
Passou, não volta mais
"sorriso quente numa manhã d'Inverno
maré cheia engolindo a areia
ondas selvagens, Sol que se irá deitar
mais tarde
quando a realidade soar a recordação".
Esqueço quem não devo,
lembro quem não quero,
esqueço o que sonhei
esqueço a vontade de te esquecer
esqueço o sonho, perco o fio da vida
e de que vale a vida sem um sonho?
Vida/desilusão, solidão/agonia
e desisto... suícidio.
Ignoras-me e não sabes
que tal dói mais que o ódio.
Peço-te um pouco de amor, de sentimento
amor, ódio... nada tens para dar,
nada
além do que já deste...
Loucura!!!


dedicado à rapariga da varanda

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