quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

22 DE JULHO a DEZEMBRO DE 94

ÓPIO E ADRENALINA

Dedicado a Norma Jean Baker

No espaço de um mês, um novo livro, contendo alguns dos meus poemas preferidos, pérolas intemporais no escrínio da minha memória. Ao contrário do que o nome possa indiciar, este livro é o espelho latente de um certo desânimo e conformismo, que se estende a todo um universo que me rodeia. Talvez seja mesmo mais que isso, um certo sado-masoquismo em embrenhar-me nas sarjetas da alma, em denunciar alguns dos pecados de uma sociedade que obstam à possibilidade de porvíres de esperança. A minha escrita é negra por antagonismo à dedicatória que faço, aos "que souberam congregar à sua volta determinadas características que apaixonaram a opinião pública, dando cor à sua vida; pela sua tenacidade, pela forma como arduamente subiram a pulso os trilhos da fama e do êxito. Eles são o ópio e a adrenalina de milhões, o alvo de bancadas em delírio, o êxtase dos media...".

Verba Volant, Scripta Manent

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