sábado, 19 de dezembro de 2009

NÃO SEI QUEM TU ÉS

Tens um sorriso
que amaina a minha tempestade
invadindo-me de um desejo
ensejo de te amar.
Não sei quem tu és
ou de onde vens,
o que foste, o que fizeste
só que adoça a minha boca
a expectativa do reencontro,
quando os horizontes se alargarem
e o Sol voltar a espraiar-se indolente
no meu coração doente.
Acalma, inspira a musa
a veia adormecida do poeta
as tágides do Tejo,
sangue quente que corre nas veias
veloz, louco, sem dono.
Toma nas tuas mãos
as rédeas da minha ilusão,
partilha nossos corpos mornos
escaldando de emoção.
És a chama acesa, a luz da vela
és saudade, ansiedade
de saber quem és
de ignorar quem sou.

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