segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

LÁGRIMA


Chove
lágrima rebelde
percorre o teu rosto numa carícia
e suaviza um esgar de dor
de alma cicatrizada.
Chove
e não importa
se depois dessa lágrima um arco-íris colorir
duma amálgama sem fim e um Sol surgir
pleno, em teus olhos doces e enxugar
essa triste e amarga lágrima.
Mas chove
gota a gota numa modorra constante
adornando a tua face singela de menina,
grãos de areia na máquina deste amor
lágrimas, destroços desta minha embarcação,
pois que, se a lágrima que desliza em teu rosto, amor
soubesse a sal, m'embriagaria eu
na humidade dos olhos teus
só para não te ver chorar
só para te poder amar,
chuva que em teus olhos nasce
e em meu peito mora, morre... e mata.

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