quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A COR DO AMOR

De que cor é o amor? Que importa?...
Porque chamam mar ao mar,
porque chamam vento ao vento,
porque é que é verde a relva
a esperança e amarela a areia?
Seria realmente branco
o cavalo branco de Napoleão?
Porquê dar nomes às coisas, às pessoas, às cores?
Saberá a lua que assim se chama?
Que importância tem um nome?
Porquê dizer que o mar é azul
quando não é?... não tem cor.
E se tivesse... Ora!
Porquê se a amo saber se é Ana, Cristina ou mesmo João?
Que importância tem um nome
se a justiça é cega
e o coração não aprendeu a ler
só a sentir?
Burocratas que gostam de catalogar
complicar, pôr coleiras, rotular...
porquê aceitar imposições
porquê proibir de questionar?
É a água líquida, a pedra dura?
Se o preto é preto e eu disser que é verde
será verde o preto se eu quiser.
E que importa aos outros se o disser?
Pois, sou louco. Não tem importância.
E já agora...
de que cor é o amor?

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