quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

APRENDIZ DE FEITICEIRO

Na cabeça fiz um esboço
mil e uma linhas de harmonia
umas formas tão perfeitas
tão suaves de carícia.
Mas um dia tu surgiste
e o esboço ganhou um rosto,
o que era perfeito ficou sem gosto
e o meu gosto ficou teu corpo.
Meus olhos aprenderam então a ver
o meu coração a desejar
apaixonadamente esse corpo,
obrigação de se me entregar.
Fiz de tolo, conquistador
fui aprendiz de feiticeiro
fui escravo e tu rainha
em teus tesouros Indiana Jones.
Desbravei teu corpo em flor
e mesmo assim não me chamaste amor,
esqueci o meu nome, perdi o tempo e o senso
fui louco varrido, fiz sexo sem sentido.
Chamei-te então... meu Shangri-la
fui Artur e tu Avalon
onde não me deixaste entrar.
Foi aí que compreendi,
deixei teu corpo em descanso
de ignorado fiquei demente,
descobri que o corpo também sente
ter uma mente que faz de ti gente corpo e alma em uníssono, aprendi
o orgulho de por ti ser amado,
descobri toda a razão, aprendi
então a amar-te.

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